Com gás de juvenil
1/06/08A dúvida durante a semana era o que seria melhor para o Náutico, o time reserva ou o titular do Botafogo. Uns torceram a favor do Fogão na Copa do Brasil, esperando ter pela frente um misto frio, fácil de devorar. Os jogadores, curiosamente, queriam o time titular. Para eles, os titulares correm menos, estão estabilizados e se deixam acomodar. A meninada, não, é um tesão de noivo, vai em todas as bolas. Pois bem, o Náutico enfrenta os titulares do Botafogo, como queriam os próprios atletas alvirrubros, e pode até ser que seja algo positivo. Afinal, o time da Estrela Solitária chega moralmente arrasado por mais um fracasso que findou, inclusive, com a saída do treinador. O Fogão vem morno, sem técnico, com a cabeça inchada. Mas mesmo assim é um time perigoso. Primeiro, porque é um time bom. Segundo, pois não há nada melhor que a chamada volta por cima. A tarefa alvirrubra é, justamente, manter o astral do adversário lá em baixo. Para isso, é importante começar a partida bem. Se o Náutico se impuser em campo, não abrirá espaços para o adversário. Estrear um técnico, é bom lembrar, ajuda. Costuma-se dizer que os atletas gostam de mostrar serviço ao novo chefe, dar aquele gás que não costumam dar sempre. Igualziho aos meninos da categoria de base, tão temidos pelos jogadores alvirrubros. Nos Aflitos, o time titular do Náutico vai enfrentar o Botafogo com gás de juvenil. Vamos ver no que dá.

